Junho é o mês de celebrar a diversidade sexual. Próximo ao final do mês, dia 28, comemora-se o Dia do Orgulho LGBTQIA+ em todo o mundo, em memória à rebelião de Stonewall, nos Estados Unidos. 

Em São Paulo, porém, a luta por direitos ganhou mais uma data: o domingo seguinte ao feriado de Corpus Christi. É quando a capital paulista recebe a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, a maior da América Latina, realizada neste ano no dia 11 de junho.

Para celebrar a diversidade de orientações sexuais e identidades de gênero, o Estadão Recomenda separou cinco livros de escritores que se identificam com a sigla, para você ampliar a diversidade de sua biblioteca.

Censurado nos Estados Unidos

Imagem do produto 'Gênero queer: Memória', de Maia Kobabe

“Gênero queer: Memória”, de Maia Kobabe

. Ano de lançamento: 2023
. Editora: Tinta da China Brasil
. Nº de páginas: 240

Quatro anos após seu lançamento nos Estados Unidos – e sofrer com a censura por lá – a graphic novel de Maia Kobabe, “Gênero queer”, finalmente chega ao Brasil. Autobiográfica, apresenta a história do processo de questionamento e aceitação de sua identidade como pessoa não binária. A obra é seu livro de estreia e ganhou os prêmios Stonewall e American Library Association. “Gênero queer” rapidamente se tornou um fenômeno entre os mais jovens – apesar de não ter sido escrito pensando neste público-alvo.

Adaptado para série da Netflix

Imagem do produto Box 'Heartstopper', de Alice Oseman

Box “Heartstopper”, de Alice Oseman

. Ano de lançamento: 2021 – 2022
. Editora: Seguinte
. Nº de páginas: 288 (1); 320 (2); 384 (3); 384 (4)

Alice Oseman publicou seu primeiro livro aos 19 anos, “Um ano solitário”, mas foi com “Heartstopper” que se tornou conhecida mundialmente. A trajetória do casal Nick e Charlie começou no Tumblr, mas não demorou para interessar as editoras e, pouco depois, à gigante do streaming Netflix, que transformou as HQs em uma série de TV – atualmente prestes a estrear sua segunda temporada. Nos quadrinhos e na televisão, Nick e Charlie convivem com conflitos típicos da adolescência, misturados com as descobertas de suas orientações sexuais. Oseman se identifica como uma mulher assexual arromântica.

Primeiro escritor árabe assumidamente homossexual

Imagem do produto 'Um país para morrer', de Abdellah Taïa

“Um país para morrer”, de Abdellah Taïa

. Ano de lançamento: 2021
. Editora: Nós
. Nº de páginas: 160

Abdellah Taïa nasceu em Rabat, capital do Marrocos, onde foi assediado, violentado e sobreviveu à pobreza extrema. Atualmente, ele vive na França – onde assumiu ser um homem gay, em 2006, e publicou suas principais obras. Em “Um país para morrer”, Taïa narra a história de uma prostitura de origem marroquina que mora em Paris. Embora a protagonista não seja necessariamente da sigla LGBTQIAPN+, ela está cercada de pessoas com essa identidade – incluindo um refugiado iraniano, que ela acolhe, e um amigo argelino que está passando por um processo de transição de gênero.

Clássico da literatura brasileira

Imagem do produto 'Morangos mofados', de Caio Fernando Abreu

“Morangos mofados”, de Caio Fernando Abreu

. Ano de lançamento: 1982 (edição atual de 2019)
. Editora: Companhia das Letras
. Nº de páginas: 192

Um dos maiores sucessos editoriais dos anos 1980, “Morangos mofados” reúne 18 contos sobre personagens marginalizados pela sociedade durante a Ditadura Militar no Brasil. Abreu, que se identificava como gay, dá voz a todos aqueles que eram desprezados pela sociedade, incluindo os homossexuais – em uma época em que eram associados diretamente com a AIDS. Se tornou sua obra mais famosa e um dos livros essenciais da nossa literatura, mas apesar de ser levado como um livro único, trata-se, na verdade, de uma continuação para “Pedras de Calcutá”, de 1977.

Lésbicas na era vitoriana

Imagem do produto 'Na ponta dos dedos', de Sarah Waters

“Na ponta dos dedos”, de Sarah Waters

. Ano de lançamento: 2002 (edição atual de 2019)
. Editora: Rocco
. Nº de páginas: 592

A escritora britânica Sarah Waters saiu do armário como lésbica lá pelos anos 1980 e, desde então, passou a se dedicar a escrever romances de época. Em “Na ponta dos dedos”, ela apresenta a história de Sue e Maud. A primeira é uma adolescente criada por uma família de golpistas, que trama roubar a herança da segunda. Sue deve convencer Maud a se casar com Richard, integrante da gangue, mas logo percebe que está apaixonada pela herdeira. A obra inspirou o filme coreano “A criada”, finalista da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

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Crédito da foto de destaque: Pixabay

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