Tudo bem que muita gente prefere o Kindle e nem quer mais saber de livros acumulando poeira na estante. No entanto, alguns títulos são indispensáveis para se ter ao alcance das mãos. Não só pela facilidade de revisitar algumas histórias, mas também pela importância de saber que aquele livro tão importante está ali, à disposição, sem precisar carregar nada.

E caso não queria saber de uma estante física, e nem tenha espaço para colocar livros em casa, sem problemas. Também indicamos os valores dessas mesmas obras disponíveis para comprar em formato digital. Nem sempre fica muito mais barato do que a edição física, mas pelo menos não deixa aquelas pessoas fãs do digital de fora da nossa seleção.

São livros diversos, diferentes entre eles, mas que trazem não apenas boas histórias, mas também lições importantes. Livros indispensáveis e agradáveis de ler para passar o tempo.

Agatha Christie

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E Não Sobrou Nenhum

Uma dessas opções indispensáveis para a sua estante de ficção é E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie. A obra, que foi lançada originalmente com o título de O Caso dos Dez Negrinhos, reinventou o gênero policial ao falar sobre um grupo de pessoas em uma ilha que, aos poucos, começa a morrer — é um por vez, seguindo um macabro e bizarro poema.

Apenas com aquelas pessoas na ilha, fica a dúvida: quem é o assassino? O livro caminha até um clímax inesperado e desesperador, onde apenas duas pessoas sobram. Um é o assassino e, o outro, a última vítima. Desde a publicação da obra, que não é de nenhum dos grandes detetives de Christie, esse estilo passou a ser usado na literatura e no cinema.

Vale a pena ter a obra na estante que, mesmo décadas depois de lançada, continua empolgando e deixando qualquer um preso na história de Agatha Christie

George Orwell

Indo para além de 1984, um dos principais pilares da literatura distópica de ficção, o livro A Revolução dos Bichos é um dos textos mais inspirados de George Orwell — e merece um espacinho na sua prateleira. Assim como quase toda sua obra, o autor inglês, nascido na Índia Britânica, fala sobre poder de um jeito inusitado: por meio da relação de animais.

Escrita em plena Segunda Guerra Mundial, o livro satiriza a ditadura stalinista a partir dessa ótica animal, trazendo reflexões também sobre fascismo e novos modelos de poder. Ainda que o livro tenha sido tratado por muitos como um panfleto unicamente contra o comunismo, Orwell repetidamente disse para lê-la sem o viés ideológico reducionista.

Com isso, A Revolução dos Bichos continua sendo, décadas depois, um retrato cruel da humanidade e uma sátira política ácida sobre a sociedade contemporânea — e que faz mais sentido do que nunca

Clarissa Pinkola Estés

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Mulheres que Correm com os Lobos

Enquanto E Não Sobrou Nenhum e A Revolução dos Bichos são mais populares, Mulheres que Correm com os Lobos é mais conhecido por uma parte específica do público — e, ainda assim, um dos livros obrigatórios para ter na estante. Escrito por Clarissa Pinkola Estés, o livro investiga o esmagamento da natureza instintiva feminina.

Como? A autora aborda 19 mitos, lendas e contos de fadas, como Patinho Feio e Barba-Azul, como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Pode parecer técnico demais, mas o livro ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos.

E não é pra menos. Mulheres que Correm com os Lobos traz conceitos da psicologia sem complicações e que ajudam a compreender melhor a sociedade em que vivemos.